Aprasc
01/07/2010

Bombeiros querem mudanças nos projetos de organização básica e de fixação do efetivo

Praças do Corpo de Bombeiros da Grande Florianópolis (Trindade e Estreito), do Litoral (Navegantes, Barra Velha e Balneário Camboriú) e Vale do Itajaí (Gaspar e Itajaí) participaram da discussão sobre os projetos de organização básica do Corpo de Bombeiros Militar e de fixação do efetivo promovida pelo deputado Sargento Amauri Soares (PDT).

A iniciativa partiu do parlamentar depois que os projetos de lei complementares chegaram à Assembleia Legislativa, no dia 23 de junho, sem a participação da base do Corpo de Bombeiros na confecção dos textos, e sem a consulta às entidades representativas. Sargento Soares criticou a postura do governo e do comando dos Bombeiros. Para ele, as mudanças nas instituições militares têm acontecido, “mas muito devagar”. “As cúpulas não aceitam a democratização e a melhoria da situação da base dos servidores”, afirmou o deputado.

Uma das principais críticas dos praças presentes na reunião sobre o conteúdo dos projetos é a criação de mais vagas, proporcionalmente, para as oficiais superiores, como coronel e tenente-coronel, em relação ao ápice da carreira de praças, sargentos e subtenentes. Dessa forma, a base dos praças, cabos e soldados, no futuro, terão menos vagas para ascender na carreira. “Estão criando um gargalo para evitar  cada vez mais que os soldados cheguem a subtenentes”, criticou um praça que prefere não se identificar. A ideia é criar vagas proporcionalmente entre todas as graduações.

Entre as propostas de mudança elencadas na reunião, estão: a inclusão do Quadro de Oficial Complementar ou Administrativo do Corpo de Bombeiros Militar, no capítulo que trata do efetivo, a fim de aumentar as vagas no topo da carreira dos praças; a criação da Diretoria de Tecnologia da Informação; a criação de adicional remuneratório para praças, soldados, cabos e sargentos, que assumem função de comando de grupo, para além de subtenentes; entre outras propostas.

Foi formada uma comissão para elaborar emendas, que serão apresentadas pelo deputado Sargento Soares nas comissões de Segurança Pública e Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa.

A tramitação dos projetos estava prevista para começar no dia 14 de maio, durante solenidade militar no Grupamento de Busca e Salvamento da Capital, quando o governador Leonel Pavan deixou de assinar os documentos a pedido dos deputados Sargento Soares e Odete de Jesus (PRB). Os parlamentares pediram para o governador adiar a assinatura dos PLCs e abrir os documentos à discussão. Apenas o primeiro pedido foi atendido.

Alexandre Brandão, assessor de imprensa

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