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Mulheres recebem homenagem durante Assembleia Geral da Aprasc
10/03/2017

O Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, foi destacado pela Aprasc em sua Assembleia Geral. A data foi escolhida propositalmente com o intuito de prestar uma homenagem a todas as mulheres, policiais e bombeiras, bem como, as esposas e demais familiares de militares, além de debater uma pauta de assuntos de interesse dos praças. No final encontro, ocorrido em Florianópolis, todas receberam um botão de rosas e uma salva de palmas.

 “Para nós hoje é um dia de lutas, não há muito o que comemorar, infelizmente. Isto porque está para ser votada na Câmara dos Deputados, a PEC da Previdência, que ataca diretamente a todas as mulheres, que já temos uma jornada dupla ou tripla - cuidando de casa, filhos e trabalho”,  disse a presidente do Sindsaúde, Edileuza Garcia Fortuna, falando em nome das mulheres. A proposta de autoria do governo federal aumenta em, no mínimo 10 anos, o tempo de serviço para as mulheres, colocando como idade mínima 65 anos e o tempo mínimo de contribuição de 25 anos.

 O Movimento Mulheres que Lutam, deflagrado em 2008, e a possibilidade de reativá-lo também foi debatido na Assembleia. “Sofremos várias retaliações, não foi fácil. Então se é para retomar precisa ser muito bem pensado, com bastante consciência e pé no chão”, disse Edileuza. Conforme ela, vem sendo debatida a criação de um grupo para se organizar e para criar um movimento nacional de mulheres com a realização de um grande seminário nos próximos meses. “As péssimas condições de trabalho e salário que estão passando os profissionais da segurança pública, em vários estados como Espírito Santo e Rio de Janeiro, se refletem na casa, na família”.

 Edileuza, que foi uma das coordenadoras do Movimento das Mulheres que lutam em 2008, lembrou um pouco da história. “O movimento nasceu da necessidade de se organizar porque os praças não podiam fazer a manifestação. A gente se inspirou no que ocorria nos estados de Rondônia e Roraima, com as mulheres insatisfeitas com o acontecia com seus esposos e companheiros nos quartéis. E aqui em Santa Catarina, o movimento foi deflagrado em 2008, pelo não cumprimento da Lei 254, desde 2003 quando foi criada e não colocada em prática”, disse.

 Ela falou da emoção ao relembrar o movimento. “É de arrepiar. No início estávamos em seis, aí nos reunimos em Palhoça onde tinha 40 mulheres, em São Miguel do Oeste, outras 120, Curitibanos mais 80, Campos Novos 100, e assim em todo Estado fomos discutindo a dificuldade dos maridos e companheiros que estavam passando dentro dos quartéis”.

 A primeira Assembleia das mulheres foi realizada em paralelo à Assembleia da Aprasc. “Tinha de todas as regiões do estado, para mais de 300 mulheres. O encaminhamento era apenas ir para à frente do Centro Administrativo. Mas não foi isso que aconteceu, houve o fechamento do primeiro quartel,  o do Comando Geral e do 4º Batalhão, além de uma série de atividades. Isso culminou com o 22 de dezembro, quando toda a família militar veio para esse movimento. Teve várias retaliações, não foi fácil, várias Varias atitudes para impedir que continuasse”.

Edileuza falou também do papel importante do jurídico da Aprasc. “Tivemos centenas de processos administrativos e 22 excluídos, mas todos voltaram e houve promoções. Através do departamento jurídico, foi um trabalho importante que a Aprasc conseguiu fazer”.

 Edileuza encerrou sua apresentação, falando sobre a distorção que muitos fizeram propositalmente do movimento. “O movimento de esposas como foi dito e está entalado em muitas de nós, desde 2008, não foi um movimento de mulheres para sair de dentro de casa, mas um movimento para garantir que os nossos maridos, companheiros ganhassem o respeito e a dignidade que não tinham dentro dos quartéis. Foi um movimento pela dignidade dos policiais e bombeiros militares”, desabafou.

Para finalizar ela passou um video para homenagear todas as mulheres por sua luta diária.

 O Movimento Mulheres que Lutam também foi lembrado na apresentação teatral “A História da Aprasc”, feita pelo grupo NAFT, no início da ASsembleia, emocionando a todos os presentes.

 

 A Assembleia teve a continuidade com o debate de diversas pautas.

 

 

 

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