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APRASC acompanha situação dos PMs que atuam na Operação Mãos Dadas
26/03/2019

A APRASC está acompanhando de perto a situação dos policiais militares que estão atuando na Operação Mãos Dadas, da PMSC, e os procedimentos que estão sendo adotados.

Conforme relatos, muitos policiais estão sendo “empurrados” para a operação em Florianópolis, tão somente por serem os mais novos da Corporação das cidades em que estão lotados, ou seja, estão vindo contra a sua vontade e sem serem voluntários. Os policiais ainda se queixam da falta de infraestrutura e do valor da ajuda de custo, que no final dos 60 dias chega a ser de R$ 16,95 por dia, tendo como base o subsídio do soldado PM de 2ª classe.

Na tarde dessa segunda-feira (25/03), o presidente da APRASC, subtenente da reserva, João Carlos Pawlick,  e o 1º tesoureiro, subtenente da reserva, Pedro Paulo Rezena, estiveram no Morro Mocotó e na Vila União, em Florianópolis. “Fomos ouvir a tropa, e verificar as condições de trabalho e da ajuda de custo para que o jurídico da APRASC possa tomar providências”, disse Pawlick. Segundo ele, a APRASC também está verificando a questão das transferências e se as mesmas estão dentro das normas e regulamentadas. “Estamos atentos, acompanhando a problemática e vamos usar nosso jurídico no que for preciso”, ressaltou Pawlick.

A Operação Mãos Dadas foi iniciada em agosto de 2018, sendo que os policiais permanecem em um ponto fixo dentro de um ônibus que serve de base para os mesmos, nas comunidades do Morro do Mocotó, no bairro José Mendes, Morro do Mosquito e Vila União, localizados na Vargem do Bom Jesus, comunidade Papaquara na Vargem Grande e Siri no bairro Ingleses. O objetivo é reduzir os índices criminais nessas localidades a partir da prevenção.

Em uma conversa preliminar com o comandante geral da Corporação,o coronel Araujo Gomes declarou que todas as transferências foram de caráter voluntário. 

Nos locais onde está havendo a Operação Mãos Dadas, o clima é de insatisfação total. Não existem banheiros, sendo que é necessário utilizar o banheiro de uma igreja evangélica. “O Estado nos tira das nossas famílias e nos joga aqui, a mais de 700 km de nossa cidade para passarmos por dificuldades, falta água, materiais de higiene, local para lavarmos nossas roupas e muitos dias até nos falta alimentação”, disse um policial que pediu para não se identificar.

Conforme constatado pela diretoria, existem problemas com alimentação, alojamento e a falta de infraestrutura no local de trabalho. O presidente Pawlick disse que o jurídico da APRASC está analisando a legalidade do deslocamento e fato do não pagamento da ajuda de custo conforme a legislação vigente. Para o tesoureiro Rezena, a Operação Mãos Dadas é muito importante para o Estado e para Polícia Militar, mas submeter o efetivo de outras regiões do estado em uma missão, onde o policial tem que pagar para trabalhar em área de risco, exposto a insalubridade e alto grau de perigo é desumano e traz ineficiência aos trabalhos desenvolvidos pelos policiais.

 

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