Presidente da APRASC verifica pessoalmente condições de trabalho dos militares no enfrentamento da pandemia

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Praças policiais e bombeiros militares são excluídos da MP que prevê suporte financeiro aos profissionais da Saúde
27/05/2020

Foi com muita surpresa que APRASC recebeu a notícia do aumento salarial para os profissionais da rede estadual de Saúde, através da Medida Provisória nº 228, publicada nesta terça-feira, 26, pelo governador Carlos Moisés. A MP, que entra em vigor em 1º de junho, exclui totalmente os praças policiais e bombeiros militares, que estão há sete anos, sem sequer receber a reposição inflacionária.

Confira íntegra da MP 228 aqui

“Os profissionais de Saúde estão sem dúvida fazendo um grande trabalho por Santa Catarina em tempos de pandemia. O que nos causa estranheza é que os policiais e bombeiros militares foram solenemente esquecidos pelo governo do estado. A segurança pública não é prioridade nesse momento de pandemia?”, indaga o presidente da APRASC, subtenente PMRR João Carlos Pawlick.

Em sua página no Facebook, no último dia 24 de maio, o governador enaltece o empenho e o trabalho dos policiais e bombeiros militares e também da Polícia Civil, afirmando que num trabalho integrado de fiscalização das medidas de restrições estabelecidas, essas categorias têm contribuído positivamente para controlar a curva de contaminação e combater a pandemia do coronavírus. “Em todas as cidades catarinenses, as equipes de segurança têm atuado para que seja possível preservar a vida das pessoas, manter o comércio aberto e o controle dos números do coronavírus no Estado. As vistorias em Santa Catarina já são mais de 45.000”, diz a postagem do governador.

Infelizmente, a valorização aos profissionais da segurança pública fica restrita ao texto do Facebook, porque na prática acontece totalmente o contrário.

Além das perdas salarias que já chegam a 40%, os praças militares estão sofrendo com descontos previdenciários indevidos e estão perdendo outros direitos adquiridos como a Iresa e o 1/3 de férias.

A APRASC está há cerca 11 meses tentando negociar com o governo a reposição inflacionária e com o anúncio da pandemia o governo deixou de dialogar com a Associação. “Quero reforçar aqui a nossa indignação com o governo. Cada um dos homens e mulheres que estão nas ruas, hoje, combatendo o crime e protegendo a população, mereciam mais respeito do governo do Estado”, ressaltou Pawlick.

O presidente da APRASC alerta que a falta de diálogo pode e vai provocar grandes conseqüências dentro da tropa.

“A tropa perdeu totalmente a paciência e não ficará calada. A APRASC não irá admitir tal desrespeito e tomará as devidas providencias”, conclui.

CONFIRA O VIDEO COM A POSIÇÃO DA APRASC

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