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APRASC faz cobrança do governo do Estado frente ao aumento de casos de coronavírus entre PMs e BMs
13/07/2020

Em entrevista, no início da tarde desta segunda-feira (13/07) ao programa Estação Notícia, da Rádio Menina FM de Balneário Camboriú, o vice-presidente da APRASC, sargento Nilton César Facenda, mostrou preocupação com o aumento no número de casos entre PMs e BMs. Números repassados pelas corporações à associação apontam um aumento de mais de 100% em um período de pouco mais de duas semanas.

“Preocupa bastante em 15 dias ter este número de aumento de casos na nossa família militar. Estamos acostumados a trabalhar na linha de frente, enfrentando inimigos visíveis e agora um invisível, que é o coronavírus”, diz Facenda.

Questionado pelo apresentador Adilson de Souza sobre se o que se pode fazer é dar atendimento adequado e fazer a prevenção na linha de frente, já que não se pode retirar os militares das ruas, Facenda ressalta que aumentou muito o número de ocorrências policiais e afirmou que a APRASC está cobrando dos comandos, tanto da PM quanto dos Bombeiros, para que resolvam a situação.

“Estamos na linha de frente e não temos os kits à disposição da tropa para fazer os testes em nossos praças. Somente quando um irmão de farda se sente mal é que ele vai procurar fazer o teste. Mais uma vez estamos preocupados, levando a verdade para a sociedade catarinense saber, que o governo do Estado não está sendo sensível e nos ajudando nisso. Estamos abandonados. Os militares correm não só o risco de ficar doentes, mas de levar o vírus para sua família e para outras pessoas do seu convívio. Não temos também um plano de saúde a contento, um hospital adequado voltado para nós militares para chegar e ser tratado na hora. Estamos correndo real perigo na linha de frente”, afirma o vice-presidente da APRASC.

“A solução é testar sim, mas proteger também adequadamente os profissionais. Vale salientar que nós militares estaduais estamos desde 2015 com nossos salários congelados, sem reposição inflacionária. E agora vem esse vírus que nos deixa com maior risco no atendimento às ocorrências. Temos somente a máscara e o álcool gel, luvas, mas há o contato nas ocorrências com pessoas que podem estar contaminadas. Precisamos que os comandos e o governo, que tem um militar no comando, tenham respeito com a nossa tropa. Os números não mentem. Temos muitos policiais em férias e de licença que também pegaram a covid-19, porque foram testados depois da contaminação, e estão se recuperando. Estamos arriscando as vidas para poder atender a sociedade e precisamos do amparo da sociedade catarinense, que merece respeito”, finaliza Facenda.

O sargento Facenda disse, ainda, que a APRASC está firme, cobrando dos comandos uma posição do governo do Estado para que dê condições de trabalho adequadas aos praças e disponibilize os testes de imediato aos profissionais.

 

Ouça a entrevista concedida à Rádio Menina FM em 13/07/2020:

 

Leia mais: Número de casos confirmados de coronavírus entre policiais e bombeiros militares aumenta mais de 100%

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